en-Dar a provar a pasta fresca


Da primeira vez foi uma festa. Muitos meses a praticar a testar a cozinhar a comer este molho o outro esta sêmola agora a outra comer outra vez muitas vezes até termos a certeza de que podíamos dar a provar aos outros. A primeira vez tinha de ser uma festa!

Umas dezenas de boas almas disponíveis para provar tudo o que lhes puséssemos no prato. Em geral gostaram e nós continuamos. 

A primeira vez foi uma grande festa. Comeram-se as entradas - bom pão com coisas bonitas para pôr em cima. E a pasta. O tagliatelle com pesto, porque é clássico e o manjericão do Freixinho faz os italianos sentirem-se em casa - na festa estava uma boa comunidade de italianos famintos. O pici, que não tem ovos, com anchovas pinhões e pão torrado. O tagliolini com limão e manteiga - era para ser trufas, mas como era verão usei limões do quintal. Foi unânime o sucesso deste molho - em Itália chamam a este molho al limone. Se calhar, quando não têm trufas também usam limões!

Também se bebeu, mas sobretudo cerveja que estava muito calor. O famoso ditado que nos ensina que o que acontece nas Vegas fica nas Vegas aplica-se aqui. Leia-se sala de jantar em vez de Vegas.

Da segunda vez a festa foi mais pequena e algumas semanas depois. Ou seja, mais testes e mais comezainas pelo meio para melhorar o que ainda não estava bem.

A Mónica reuniu um pequeno grupo com crianças. Pasta, crianças e chão limpo combinam sempre. Um ragú resolve o assunto e é só questão de tempo até adormecerem num canto. Para além disso, os adultos provaram pici com bacalhau - parecido com a carbonara, se quiserem uma referência italiana, com o bacalhau em vez do guanchale, ou, para nós, brás de bacalhau mas com pici em vez de batata frita. Também provaram pesto de couve, que já começa a época e as mais tenras são melhores. A última pasta foi pici com uvas e queijo de cabra.

Vale a pena dizer que a sobremesa deste segundo jantar foi um bonito gelado de baunilha - foi o único momento em que voltamos a ouvir as crianças.